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Carnaval impulsiona economia de Pernambuco em diferentes setores

Foto: Peu Ricardo/ Diário de Pernambuco

O carnaval de Pernambuco foi promissor para a economia do estado neste início de 2018. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PE) estima um aumento de 15% no faturamento nos estabelecimentos pernambucanos. Enquanto o índice de ocupação dos hotéis atingiu 97% de ocupação nos principais focos da festa, Litoral Sul e Agreste nos quatro dias de folia.

Somente a capital pernambucana recebeu 1,6 milhão de visitantes, os comerciantes de diversos setores como alimentos, bebidas, artesanato e customização de fantasias faturaram cerca de R$ 1,5 milhão, cerca de 50% a mais do que o carnaval de 2017. A Arena Gastronômica, com 11 polos instalados no Bairro do Recife, movimentou 350 mil reais, 25% a a mais que o ano passado.

Em Olinda, 3,2 milhões de foliões circularam pelas ladeiras do sítio histórico da cidade. O número corresponde a quase um milhão de pessoas a mais do que no ano passado. E o melhor foi que, pela primeira vez, não se utilizou nenhuma verba dos cofres públicos. Este ano, o investimento no carnaval correspondeu a R$ 8,4 milhões, provenientes de patrocínios. Além de tornar a festa auto-sustentável, a intenção da prefeitura agora é fazer com que no próximo ano, o Carnaval gere lucros para investimentos no Sítio Histórico.

A prefeitura também pontuou o incremento na economia. Durante os festejos, a movimentação financeira correspondeu a R$ 280 milhões. “Foram gerados 105 mil empregos diretos e indiretos, garantindo a ocupação de 96% da rede hoteleira. Desde a quinta-feira, a Cidade Alta já estava tomada de foliões. No sábado, o número de pessoas ultrapassou o que normalmente vem. Parecia até um domingo de carnaval”, comentou o prefeito. 

Segundo pesquisa da Secretaria de Turismo de Olinda, mais da metade dos foliões vieram de fora do estado. Cerca de 45,27% eram de Pernambuco. Outros 44,61% dos demais estados e 10,12% do exterior. O levantamento também verificou que o folião gastou em média R$ 87,50, com alimentação, transporte, bebida e enfeites de carnaval. Já no ano passado, as pessoas gastaram em média R$ 60. Um total de 36% da população ouvida na pesquisa classificou a festa como ótima, 36% como boa, 21% regular, 6% ruim e péssima. “A limpeza da cidade foi feita todos dias logo cedo. Usamos mil litros de desinfetante. A população já amanhecia com as ruas higienizadas”, informou. Um total de 210 garis trabalharam nos dias de Momo. Cerca de 100 mil toneladas de lixo foram recolhidas por dia. 

O carnaval se configura como um principal período do ano para o crescimento da economia de Pernambuco do ponto de vista turístico e comercial. Blocos tradicionais como o Galo da Madrugada, Bacalhau do Batata em Olinda e o Bacalhau da Vara em Paulista reúnem centenas de milhares de foliões que buscam a folia e ao mesmo tempo contribuem para o desenvolvimento da economia local e a geração de renda para famílias que guardam boa parte do sustento de todo um ano, do lucro obtido no carnaval.

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