Cães adestrados ajudam estudantes com deficiências

Via Folha de Pernambuco

Cães adestrados serão utilizados em seis escolas da Rede Municipal de Ensino de Olinda como ferramenta terapêutica para crianças com dificuldades cognitivas, motora e psicológicas. Segundo a prefeitura, cada escola contará com um professor de educação especial que dará aulas práticas de 40 a 50 minutos, a cada 15 dias, para evitar o estresse dos animais, começando na próxima quinta-feira (5), na Escola Pro Menor.

O projeto Bolinha de Pelo funciona com o apoio de voluntários e existe desde o ano passado em Olinda, beneficiando 22 alunos da escola Norma Coelho com a ajuda de Max, cão da idealizadora do projeto, Cássia Leôncio, que sofreu uma necrose da cabeça do fêmur e contou com a ajuda do animal durante a recuperação.

Com a expansão do projeto, serão beneficiadas as escolas Claudino Leal, Isaulina de Castro, Coronel José Domingos, Lions e Pro Menor, somando 90 alunos. Eles contarão com seis cães doutores, todos da raça Golden Retriever: Max, Mel, Aurora, Luna, Raio de Sol e Justin. Para ser um Bolinha de Pelo é preciso passar pelo treinamento dos Cães Doutores, um outro projeto que atua de maneira similar, só que nas unidades públicas de saúde, e que dispõe de estrutura para capacitar os animais.

Graças ao adestramento, os animais recebem ordens com facilidade, o que facilita a criação de um elo entre cão e estudante, o que pode ajudar no desenvolvimento da confiança das crianças, na postura da voz. “A gente não tá preparando um estudante somente para a escola, mas para o mundo. Os pais são beneficiados, a escola e a sociedade, porque a gente percebe o avanço desses estudantes”, destaca a idealizadora.

A estudante de psicologia e estagiária numa das escolas, Aline Raquel Lira, conta que o projeto vai levar socialização para as crianças e que o contato criança-animal pode estimular a quebra do medo das crianças para com os cães. “Eu conhecia a cinoterapia através de artigos, e por isso a gente que trazer, para ver se o que vemos na base bibliográfica vai ser tão eficaz na prática”, destaca sobre o uso de animais no processo terapêutico.

Cássia ainda sinalizou que deve começar a planejar possíveis investimentos no projeto, que depende dos voluntários e seus animais. “Essas pessoas que vem com seus cães fazem-no por amor, eles doam amor e recebem amor de volta. Quando a gente participa de um projeto desse não está beneficiando somente o estudante, a gente também sai uma pessoa melhor, ao olhar para o outro e ver suas possibilidades, pessoas que as vezes são tão esquecidas.”, destacou.

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