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Vacina contra febre amarela gera restrições para doação de sangue

Foto: TV Jornal

Via Jornal do Commércio

Com a expansão geográfica do vírus da febre amarela no Brasil, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) reforça orientações para as pessoas candidatas à doação de sangue. A primeira recomendação: quem está com viagem marcada, neste momento, para alguma área de risco de transmissão deve doar sangue antes de ser vacinado. A partir da data da imunização, é preciso esperar 28 dias, segundo diretrizes do Ministério da Saúde, para fazer a doação.

“Já é parte da rotina questionar, durante as triagens, se o candidato à doação foi vacinado recentemente contra qualquer doença. Agora, neste período em que são registrados mais casos do que o habitual, passamos a fazer perguntas específicas. Queremos saber, por exemplo, se a pessoa veio recentemente de alguma área de risco (de transmissão de febre amarela) e se já tomou a vacina”, diz a gerente da unidade Hemocentro Recife, Ana Sena.

Ela acrescenta que os questionamentos são feitos com base em nota técnica criada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O objetivo é possibilitar segurança transfusional (método de vigilância sanitária para avaliação de riscos em serviços de hemoterapia), mesmo sem evidências de transmissão do vírus da febre amarela por transfusão sanguínea (pelos doadores que contraíram a doença através da picada dos mosquitos transmissores)”, esclarece Ana Sena.

VIAJANTES

A gestora ainda reforça que o fato de candidatos à doação de sangue voltarem de áreas de risco de transmissão da febre amarela sem terem sido vacinados antes da viagem é um impedimento para se realizar o procedimento nos hemocentros. “A contar do dia de retorno da região de risco, é necessário esperar 30 dias para se doar sangue”, informa.

Com essas orientações aos doadores, o Hemope espera elevar os estoques no banco de sangue, exatamente neste período de férias e de dias que antecedem o Carnaval, associados à situação de saúde pública vivida no Brasil por causa da febre amarela. “É um período em que se espera redução de 20% a 30% do estoque. Mas queremos evitar essa queda”, ressalta Ana Sena.

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