Paulista define locais alvos do programa nacional para enfrentamento da criminalidade

Secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo veio ao Estado acompanhar o programa

Paratibe, Janga (comunidades de Tururu e Dom Hélder) e Maranguape II. A Prefeitura de Paulista, no Grande Recife, já sabe que locais do município deverão receber atenção especial dentro do Programa de Enfrentamento à Criminalidade Violenta, do governo federal, cuja atuação começará em junho. São áreas com grandes bolsões de vulnerabilidade e onde, de acordo com a administração, os índices de criminalidade não têm recuado.

O diagnóstico das localidades será entregue pela prefeitura ao secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, responsável por comandar o programa, inicialmente em cinco municípios brasileiros: além de Paulista, Ananinduea (PA), São José dos Pinhais (PR), Goiânia (GO) e Cariacia (ES).

O projeto começará com seu braço repressivo. Com emprego da Força Nacional de Segurança e apoio das polícias locais, será feito um trabalho inicial de identificação de grupos criminosos, para eventuais prisões. “Depois será a vez de colocarmos as estruturas de sete ministérios para atuar em conjunto com as gestões estadual e municipal. O objetivo é promover cidadania”, explica o secretário nacional, que esteve ontem no Recife para o lançamento do Programa de Fortalecimento das Polícias Judiciárias.

À tarde, Theophilo esteve reunido com o prefeito Junior Matuto (PSB), de quem ouviu que o programa não pode ser uma iniciativa que reduza os índices de criminalidade e, de uma hora para outra, vá embora. “É preciso que seja deixado algo consolidado para a população, até mesmo em obras de infraestrutura.”

Perguntado sobre o que seria prioridade nesse contexto, o prefeito – que participou, ontem, da estreia do programa Balanço de Notícias, da Rádio Jornal – não hesitou: “espaços de convivência. No ano passado, fizemos uma intervenção grande em Maranguape que mudou, para melhor, até mesmo o comportamento das pessoas no espaço público”.

Desde o ano passado, a prefeitura centra esforços em um antigo calo: o bairro de Maranguape I. Colocou ações como o projeto “Crack, é possível vencer”, aulas nas praças e diálogos com a comunidade – além, claro, de um expressivo reforço no policiamento ostensivo. “Chegamos a ter 13 meses seguidos sem homicídio no bairro”, diz o secretário municipal de segurança, Manoel Alencar.

Em termos de equipamento, a prefeitura também tem na ponta da língua o que espera da parceria com a gestão federal. “Mais videomonitoramento. Atualmente, são 66 câmeras na cidade, o ideal seriam cerca de 200”, afirma Alencar.

COMPROMETIMENTO

O general Guilherme Theophilo se comprometeu a voltar ao município após receber o diagnóstico das localidades mais vulneráveis. Perguntado sobre como investir em segurança em um dos períodos de maior aperto financeiro da máquina pública, ele afirmou que corre atrás de parceiros. “Já estamos em contato com o BNDES, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre outras fontes”. Ainda segundo ele, há a expectativa de que o Ministério da Economia libere recursos provenientes das loterias – um total de 2% seria, de acordo com lei do governo Michel Temer, destinado à segurança pública. “Sabemos que o ministro Paulo Guedes está sensível a essa demanda”, apontou Theophilo.

FONTE: JC

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