No Recife, Greve Geral da Educação reúne cerca de 50 mil pessoas

Em protesto aos cortes de verbas impostos pelo Ministério da Educação (MEC), cerca de 50 mil professores, servidores, funcionários, pais e estudantes de instituições de ensino públicas e privadas do estado foram à Rua da Aurora, em Santo Amaro, área central do Recife, para a Greve Geral da Educação. De lá, os manifestantes seguiram em caminhada de 1,5 km até o Pátio do Carmo, no bairro de Santo Antônio.

A concentração foi marcada para as 15h em frente ao Ginásio Pernambucano, mas já havia manifestantes no local desde o início da tarde. Cartazes foram confeccionados com frases em defesa da educação e contra os cortes impostos pelo governo federal.

Estudante da Escola de Referência em Ensino Médio Silva Jardim, Maria Alice Ferraz, 17 anos, foi da unidade de ensino, no Monteiro, Zona Norte do Recife, ao protesto. “Viemos lutar por uma universidade pública de qualidade, para onde queremos ir”, disse.

O protesto tornou-se um grande ato político e cultural. Além dos discursos contrários  aos cortes e à reforma da Previdência, há performances musicais e teatrais. As apresentações acontecem no chão e de forma simultânea aos discursos. Segundo estudantes, trata-se de uma “balbúrdia da democracia”.

No país, pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais convocaram protestos em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo MEC. As instituições têm apoio de universidades públicas estaduais de diversos estados – incluindo a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, no estado, a Universidade de Pernambuco (UPE).

Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nessa terça-feira (14) que as universidades precisam deixar de ser tratadas como “torres de marfim” e não descartou novos contingenciamentos. Cientistas e pesquisadores de diversas instituições e estudantes de faculdades privadas também vão aos protestos. Além da comunidade do ensino superior, a rede básica também aderiu à paralisação.

Interior

Em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul, um ato aconteceu às 13h no Centro Acadêmico de Vitória (CAV) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em Caruaru, Agreste pernambucano, uma caminhada foi realizada às 8h do Grande Hotel, Centro da cidade.

No Sertão, estudantes, professores e servidores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) promovem o evento A universidade é do povo. A ação acontece desde as 15h no espaço de convivência da Univasf, em Juazeiro (BA). O local está aberto para a formação de uma feira e os interessados poderão levar barracas para expor seus produtos, artes e comidas.

FONTE: DIARIO DE PERNAMBUCO

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