Dia Internacional da Síndrome de Down: jovens conquistam espaço no mercado de trabalho no Recife

Foto: Reprodução/ TV Globo

Via G1 Pernambuco 

André Santana, Pollyana Magalhães e Priscila Mesquita nasceram com síndrome de Down e, através da preparação para o mundo profissional, buscam combater o preconceito ocupando vagas no mercado de trabalho. No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta quarta-feira (21), eles dão uma aula de profissionalismo. 

O trio participa do programa “Jovem Aprendiz”, na Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), e são cercados pelo orgulho de familiares pelo trabalho que têm feito.

“No início, quando eu recebi André, eu me perguntava o que tinha feito para ter um filho desse jeito. Hoje em dia faço a mesma pergunta, mas com um sentido diferente. Sempre me pergunto o que foi que eu fiz para ter um merecimento tamanho desse. Todo dia me cobro para poder fazer o melhor possível diante de uma graça tão grande”, afirma Luciano Lopes, pai de André.

Feliz pela oportunidade, o jovem se esforça para fazer um bom trabalho. “Esse é meu primeiro emprego e fiquei muito feliz com isso. Fico triste quando as pessoas acham que não posso fazer nada. O que eu faço aqui não é forçado e eu gosto muito”, conta o jovem.

Assim como ele, Pollyanna também se sente à vontade no ambiente corporativo. “Minhas equipes me dão atenção, me ajudam e me ensinam direitinho a fazer as coisas”, explica a jovem, responsável para enviar documentos aos clientes da concessionária.

Já Priscila Mesquita atua no setor de tecnologia. “Cada um tem o seu potencial dentro do mundo do trabalho. Eu aprendo muito fazendo relatórios e planilhas aqui”, conta, dividindo a rotina profissional com atividades como pilates e aulas de música.

Antes do trabalho, os três passam por uma sala onde têm acompanhamento especial. “Eles passam por uma metodologia de ensino individualizado, onde a pessoa vai aproveitar as suas competências para usar nas atividades do dia a dia”, explica o educador Rodrigo Murakami, que orienta o trio de funcionários.

Dentro da empresa, o setor de recursos humanos vê na inclusão uma forma de melhorar o ambiente de trabalho. “Esse projeto quebrou paradigmas, melhorou os relacionamentos interpessoais e o preconceito de que essas pessoas tinham limitações. Vimos que isso não existe da forma como é colocado”, afirma a gerente de RH da Celpe, Daniela Mota.

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