Começam serviços de recuperação de pontes do Recife

Em um primeiro olhar, a primeira impressão é de temor. Estruturas de ferro oxidadas, guarda-corpo quebrado e descascamento do concreto são alguns dos problemas visíveis nas pontes do Recife. Das 27 pontes da capital pernambucana, sete estão com urgência na recuperação estrutural, segundo a Prefeitura do Recife. As demais, no entanto, também precisam de serviços menores. As pontes do Derby e da Torre serão as primeiras a passarem pelas intervenções previstas pelo governo municipal. Nos dois locais já foi instalada a infra-estrutura para início dos serviços. A obra foi licitada em  R$ 11.114.314.

“As duas pontes se destacam pelo estado crítico, passível de intervenção, por isso são mais emergenciais”, disse Marília Dantas, diretora de Manutenção Urbana da  Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). Ambas serão interditadas parcialmente para a execução dos serviços. A PCR fez um diagnóstico a partir de uma vistoria. Também são prioritárias as pontes Motocolombo, Princesa Isabel, Giratória, Joana Bezerra e Joaquim Cardoso. As duas primeiras estão com o projeto executivo em andamento e até o final do primeiro semestre será lançada licitação para o início das obras. As demais estão em processo licitatório para contratar a elaboração do projeto de recuperação estrutural.

Marília disse que as obras são demoradas, a previsão é um ano, e por isso não há possibilidade das sete pontes ficarem prontas ainda este ano. “Estamos assegurando a integridade das pessoas e do patrimônio público”. A ação da PCR acontece após uma sequência de fotos com a situação das pontes circular nas redes sociais. As imagens mostravam ferrugem nas vigas de ferro, além de concreto desgastado ou inexistente. Na época, foi anunciado o plano de recuperação, que é iniciado agora. As pontes que cortam o Recife foram erguidas há mais de 50 anos. A do Derby e a da Torre têm, respectivamente, 68 e 40 anos.

Na ponte do Derby, os serviços irão contemplar a recuperação dos tubulões, das travessas, transversinas e do tabuleiro da ponte, a substituição dos apoios, através de macaqueamento hidráulico (que possui a capacidade de 200 toneladas-força) e a pintura de proteção em todo serviço realizado. O custo será de R$ 5.528.128,01. A ponte da Torre passará pelo mesmo processo de recuperação da do Derby, uma vez que ambas apresentam características geométricas, estruturais e patológicas semelhantes, com vão central de 120 metros cada uma. O custo da obra na Torre será de R$ 5.586.186,36.

Há quatro anos, foi investido R1,5 milhão em recursos próprios na recuperação e reconstrução da ponte do Rio Tejipió. Já em 2018, o órgão concluiu a recuperação estrutural da ponte na Rua José C. Cosme, em Dois Unidos, intervenção que contou com a demolição da antiga estrutura e construção de uma nova em concreto. O serviço teve um custo de R$ 800 mil. A nova ponte com 16 metros de extensão, cruza o Rio Morno, no ponto localizado na Rua José C. Cosme. A estrutura foi projetada para a passagem de veículos nos dois sentidos, além de passeio para pedestres com guarda-corpo. Em função dos desgastes naturais dos materiais que compunham a antiga estrutura da ponte foi necessária a intervenção resgatando suas características iniciais.

De acordo com a Emlurb, todos os anos é feita a manutenção externa das pontes. Os serviços abrangem a pintura das estruturas, pequenos consertos nos elementos mais visíveis como guarda-corpo, vigas de bordo, iluminação e passeios. As ações também funcionam como uma camada de impermeabilização para o concreto, além de eliminar as pichações nas estruturas.

Para entender melhor, a Emlurb explica que tubulões são elementos estruturais de fundação profunda de concreto; travessas são vigas largas que abrigam a superestrutura da ponte;tabuleiro é o pavimento da ponte; e macaqueamento hidráulico é a utilização de macaco hidráulico, particularmente indicado para a execução de serviços de movimentação de peças ou estruturas (a exemplo do tabuleiro da ponte), em situações em que há a necessidade de aplicação de forças em cabos e barras. 

FONTE: DIARIO DE PERNAMBUCO

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