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Coletivo Força Tururu apresenta o documentário “Ele era meu filho”

Reprodução: Coletivo Força Tururu

A produção é um direito de resposta de mães e pais que perderam os filhos vítimas da violência no estado

A perda um filho; uma dor que apenas os pais desses filhos podem sentir.  O sentimento de angustia aumenta quando a vida de um jovem assassinado nas comunidades é simplesmente associada ao crime, a atitudes consideradas ilegais e para somar mais um dos que perderam a vida vítima da violência. Esses jovens, que prematuramente tiveram a vida interrompida, possuíam histórias, sonhos e lembranças que por muitas vezes não são contadas.

Com o objetivo de mostrar a vida real desses jovens, o Coletivo Tururu, de Paulista, quis dar voz as mães e pais, para que contassem a relação com seus filhos, os momentos especiais vividos entre eles e as lembranças que sempre vão estar presentes na memória. Os depoimentos construíram a mensagem do documentário Ele era meu filho, produção audiovisual produzida pelos integrantes do coletivo.

“ Nós crescemos vendo nossos amigos sendo assassinados e muitos deles apareceram na mídia de forma pejorativa, como se representassem exclusivamente o lado negativo do jovem. As mães sofrem com a perda e não tem direito de resposta para contarem quem eram seus filhos de verdade. As únicas versões eram a da mídia e da polícia” destacou André Fidelis, pedagogo e um dos idealizadores do Coletivo Tururu.

O documentário apresenta de forma sensível e humanizada durante 17 minutos, os depoimentos de seis e mães e um pai, que compartilharam histórias e a relação com seus filhos, em o que pode ser definida como uma declaração de amor repleta de saudade e lembranças.

VALORIZAÇÃO COMUNITÁRIA

O Coletivo Tururu completa em 2018, dez anos de ações realizadas com o principal objetivo de valorizar os moradores da comunidade do Tururu, localizada no bairro do Janga em Paulista. “Desenvolvemos ações de enfrentamento à violência e o genocídio da juventude, além de atos de segurança pública dentro e fora da comunidade” explicou André Fidélis.

Desde 2009, quando produziram o primeiro documentário, o coletivo composto por 12 integrantes conquistou 3 prêmios nacionais pelos trabalhos realizados em prol da visibilidade e valorização da comunidade. Há quatro anos o grupo realiza o curso de foto-comunicação, onde os jovens aprendem conteúdos que vão além das técnicas de fotografia.

“Nós discutimos com os jovens temas sociais ligados aos direitos humanos para que eles possam fazer uma leitura de mundo, antes de se expressar através da fotografia” explicou André Fidelis.

O trabalho realizado pelo Coletivo Tururu se ampliou e atravessou as fronteiras nacionais, os integrantes viajaram para a Alemanha, para apresentar as ideias e as ações desenvolvidas.

A motivação dos idealizadores é a de mostrar o lado positivo da comunidade e conseguir engajar jovens que posteriormente possam multiplicar este trabalho e influenciar de forma positiva mais pessoas. Pessoas que representam a vida, o movimento e a força da comunidade do Tururu.

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