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Após anúncio de greve, Correios funcionam parcialmente em Pernambuco

Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press

Via G1 Pernambuco

Apesar do anúncio de paralisação emitido pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), nesta segunda-feira (12) não houve registro de paralisação de atividades nas unidades dos Correios no Recife. A paralisação havia sido decretada em assembleia, mas, segundo a empresa, nenhum serviço foi paralisado, durante a manhã, em Pernambuco.

No Centro de Distribuição dos Correios, na Avenida General San Martin, na Zona Oeste do Recife, o atendimento funcionou normalmente, sem atrasos. Porém, em Caruaru, houve registro de agência fechada. Ao G1, o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Pernambuco, Eliomar Macaxeira, afirmou que o balanço de adesão ao movimento só deve ser divulgado à tarde.

A greve, segundo a Fentect, é em protesto contra alterações propostas pela direção dos Correios, entre elas no Plano de Cargos, Carreiras e Salários e no plano de saúde dos trabalhadores. Segundo a Fentect, a direção da estatal quer que os funcionários passem a arcar com mensalidades do plano e quer também a retirada dos dependentes.

Em nota, os Correios em Pernambuco afirmaram que, na manhã desta segunda, nenhum serviço estava parado no começo desta segunda. A adesão à paralisação deve ser medida no decorrer da manhã, por sistema eletrônico.

O documento diz, ainda, que “a greve é um direito do trabalhador”, mas afirma que o movimento “serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados”.

A nota diz, ainda, que o plano de saúde, principal pauta da paralisação, foi discutido com as representações dos trabalhadores no âmbito administrativo e em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho, e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo tribunal.

A empresa afirmou que aguarda uma decisão por parte da instância julgadora para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que “já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”.

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